PREVISÃO DO TEMPO
Quem trabalha ao ar livre, ou até em ambientes climatizados, certamente não vai ter a mesma opinião de quem pode aproveitar dias de folga à beira-mar sobre as condições do tempo neste fim de semana.
A previsão indica dias ensolarados e com calor intenso pelo menos até a próxima segunda-feira.
Entre sábado e domingo, as máximas se aproximam dos 34 graus Celsius (ºC) na maioria das cidades à tarde e, em algumas localidades, voltam a ultrapassar os 38ºC. A tendência é de que faça mais calor no Sul e Vale do Itajaí, segundo Leandro Puchalski, da Central RBS de Meteorologia.
O meteorologista alerta para os riscos à saúde da exposição ao aquecimento e ao sol. A dica é proteger-se dos raios solares para evitar complicações. Como nos últimos dias, o calor segue durante a noite e madrugada.
Chuva à vista
A partir de segunda-feira, uma frente fria deve avançar para o Estado a partir do Rio Grande do Sul. Apesar da denominação, o sistema está relacionado com nebulosidade e pancadas de chuva e não com o frio, como muitas pessoas costumam associar, explica Puchalski.
Logo após a chegada da frente fria, uma massa de ar com menores temperaturas deve chegar aos municípios catarinenses. Aí sim, a onda de calor deve perder força.
Sexta-feira quente com possibilidade de recorde
A sexta-feira será mais um dia de calor extremo e sol em todas as regiões. Diferente dos dias anteriores, o dia amanheceu com sol entre nuvens em algumas cidades.
Nas próximas horas, as formações se dissipam rapidamente e o sol predomina ao longo do dia.
Os termômetros devem atingir 39º em Criciúma, 37ºC em Blumenau, 36ºC em Joinville, 35ºC em Florianópolis, 34ºC em Chapecó, 31ºC em Lages e 30ºC em Joaçaba.
Entre a tarde e noite deve ocorrer o aumento da nebulosidade devido ao aquecimento e não se descarta a possibilidade de pancadas isoladas de chuva, típicas de verão.
A Epagri/Ciram indica a possibilidade de quebra de recorde de temperatura máxima em alguns municípios nesta tarde.
NOTÍCIAS
Celesc discute nesta sexta-feira valor da dívida do governo de Santa Catarina
Estado diz que dívida é de R$ 40 milhões, mas Previ e acionistas falam em R$ 100 millhões
A polêmica sobre a dívida do governo do Estado com a Celesc deve ser discutida nesta sexta-feira durante reunião do Conselho de Administração da empresa, marcada para às 13h30min. Os representantes dos Fundos de Pensão do Banco do Brasil (Previ), que recuperaram judicialmente, no início desta semana, três cadeiras no conselho, pretendem discutir os valores da dívida.
Este endividamento remonta ao período do governo Esperidião Amin, em 1986, quando o Estado sacou um montante do caixa da Celesc. Em 1988, o então governador Pedro Ivo fez um contrato dizendo que o Estado pagaria a dívida com dividendos que, como acionista majoritário, teria direito.
A questão é que, apesar de deter mais de 50% do capital votante da Celesc, o Estado tem apenas 20% do capital total. Os outros acionistas, com 80% do capital, contestam este contrato.
Hoje, o governo, junto com dados de técnicos da própria Celesc, alega que o valor desta dívida é de algo em torno de R$ 40 milhões. A Previ e os acionistas minoritários argumentam que o endividamento chega a R$ 100 milhões.
Esta diferença de R$ 60 milhões deve dar a tônica da reunião desta sexta-feira. O presidente da Celesc Distribuição, Felipe Luz, defende uma auditoria nos números para que se chegue a um valor real, pedido que já foi feito pelos acionistas minoritários.
Em 1995, o governo Paulo Afonso adotou uma forma diferente de captação de recursos e comprometeu a posse das ações da Celesc. Criou uma empresa, a Invesc, que colocou US$ 100 milhões em papéis (debêntures) no mercado, lastreados em ações da companhia de energia elétrica. A Previ comprou os papéis. A Invesc nunca pagou, e a dívida foi convertida em ações da Celesc.
Segundo o advogado da Planner (agente fiduciário que defende os interesses da Previ na ação de transferência das ações), Rafael Assis Horn, os papéis dificilmente serão revertidos, e o lugar da Previ no conselho da Celesc está garantido. Mas o governo conseguiu uma vitória ao empurrar a decisão definitiva para 2011. Deixou para depois das eleições e para o próximo governo um novo e polêmico capítulo sobre os rumos da Celesc.
GIRO POLICIAL
Três jovens morrem em acidente em São João Batista
Dois veículos bateram de frente na SC-411
Um acidente durante a madrugada desta sexta-feira deixou três mortos na SC-411, em São João Batista, a 70 quilômetros de Florianópolis.
Um Corsa, com placa de São João Batista, bateu de frente com um Gol, de Nova Trento, no km 63,5 da rodovia, por volta das 0h30min.
O condutor do Corsa, Geysom Machado, 20 anos, e o passageiro do veículo, Marchi Junior, 29, morreram na hora. O motorista do Gol, Willian Rangel Felix de Souza, 23 anos, também morreu no local.
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