PREVISÃO DO TEMPO
Quem já estava cansado da sequência de dias de sol e do calorão dos últimos dias não vai ter do que reclamar nesta terça-feira, quando o tempo fica instável em todas as regiões de Santa Catarina e as temperaturas mais amenas.
O céu fica encoberto, com chuva a qualquer hora, na maioria das cidades por causa da frente fria que chegou na segunda-feira ao Estado.
Apesar da nebulosidade, o sol ainda aparece entre nuvens em algumas localidades — principalmente no Oeste, onde a instabilidade é menor.
Além de deixar o céu encoberto, o sistema também provocou mudança significativa nas temperaturas. Enquanto durante a atuação da massa de ar quente que estava sobre o Estado, nos últimos dias, os termômetros já ultrapassavam os 28 graus Celsius (ºC) em algumas cidades às 7h, hoje, no mesmo horário, os registros ficavam em torno dos 23ºC.
A Epagri/Ciram, órgão estadual que monitora as condições meteorológicas, indica a possibilidade de chuva, com descargas elétricas, e vento de até 50 quilômetros por hora nas rajadas ao longo da terça-feira.
NOTÍCIAS
Brasileiro foi condenado a pagar R$ 2 milhões por envio de lixo ao Brasil
Contêineres com lixo doméstico e hospitalar foram encontrados no RS em julho do ano passado
O brasileiro acusado de envolvimento no envio de lixo do Reino Unido ao Brasil, Júlio Cesar Rando da Costa, informou que foi condenado pela Justiça britânica a arcar com uma conta de R$ 2 milhões. O valor refere-se ao custo do transporte e outras despesas para a devolução do material, reclamado pela transportadora Mediterranean Shipping Company (MSC). Em entrevista exclusiva à Agência Estado, Costa alega inocência, diz que não enviou lixo irregular ao Brasil e que irá recorrer da decisão.
O caso veio à tona em julho do ano passado, quando autoridades nacionais encontraram lixo doméstico e hospitalar, como fraldas e seringas, em um carregamento de plástico para reciclagem vindo do Reino Unido.
— Nunca pus a mão nisso, nunca carreguei nada disso, afirma Costa, 49 anos, sobre o material irregular, em sua primeira entrevista desde que o caso ganhou repercussão internacional.
Na época, ficou acertado que a transportadora da carga seria responsável por levar o material irregular de volta ao Reino Unido. A empresa, entretanto, entrou na Justiça para cobrar esses custos da Worldwide Biorecyclables, que pertencia a Costa. Documento da High Court of Justice traz a MSC como requerente do acerto do valor exato de 731,615 mil libras, cerca de R$ 2 milhões.
Ele afirma que sua companhia era responsável por receber, separar e prensar o lixo plástico encaminhado pelos fornecedores — o órgão de administração municipal de Swindon, cidade no sul da Inglaterra, onde mora, e o grupo Hills Waste Solutions. Após esse trabalho, o material era recolhido da porta de sua empresa pela trading FWD Freight Services, que se encarregava do restante do negócio.
— Nunca fiz transporte nenhum, nunca contratei ninguém para fazer transporte, nunca paguei ninguém para fazer transporte e nunca recebi nada por transporte, diz Costa.
Durante o caso, o brasileiro diz que tomou conhecimento de que sua empresa aparecia na documentação referente ao material como a responsável pela contratação dos navios e dos contêineres, e por isso foi processado.
— Agora querem me cobrar as estadias dos contêineres no Brasil, as multas que tiveram no Brasil e os fretes de ida e volta, dizendo que eu era o responsável pelo transporte, argumenta o brasileiro.
Como o caso é comercial, Costa diz que não teve direito a um advogado público e por isso não conseguiu se defender e provar sua inocência. O processo corre na Queen's Bench Division da Royal Courts of Justice. Agora, ele busca ajuda jurídica para tentar reverter a decisão do juiz. O ex-empresário questiona o fato de ter sido condenado em um caso comercial antes de o governo do Reino Unido ter encerrado a investigação sobre o assunto.
O brasileiro conta que começou a trabalhar com a exportação de material plástico do Reino unido para o Brasil em 2007, quando montou a Worldwide Biorecyclables. Segundo ele, a empresa foi criada com um empréstimo de 120 mil libras que recebeu de um empresário brasileiro, Daniel Amorim, dono da Solução Internacional do Plástico (SIP), companhia de Goiás que comprava o plástico britânico.
Costa afirma que recebia cerca de R$ 100 (35 libras) por tonelada de plástico. O combinado era que, quando a Worldwide passasse a girar 800 toneladas de plástico, a dívida com Amorim começaria a ser abatida.
No entanto, diz o brasileiro, a SIP quebrou quando um lote de 18 contêineres estavam no mar. A carga foi então assumida pela Alfatech, do Rio Grande do Sul — multada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) — que, segundo Costa, usou uma parte do carregamento para pagar uma dívida com a Central Brasileira de Reciclagem (CBR), de São Paulo, responsável pela denúncia às autoridades brasileiras.
Costa questiona o prazo entre o recebimento do material pela CBR, em maio de 2009, e a denúncia, que eclodiu em julho. Segundo ele, os contêineres foram descarregados no Rio Grande do Sul, colocados em carretas e enviados para São Paulo.
— Se tivesse algum problema, se não fosse o material que tinham comprado, não teriam descarregado, diz.
Segundo o brasileiro, sua empresa, com 8 funcionários, gerava um ganho mensal de R$ 15 mil a R$ 18 mil. "Hoje, estou entregando pizzas e ganho 900 libras (R$ 2,7 mil) por mês", afirmou à Agência Estado.
— Não tenho intenção de sair daqui e quero recuperar tudo o que perdi.
Ele admite, no entanto, que os brinquedos usados encontrados no carregamento foram colocados por seus funcionários — um deles inclusive escreveu um bilhete, divulgado na época, para que o material fosse entregue às crianças pobres do Brasil.
— Foi até uma palhaçada que funcionário meu fez, afirma, bastante irritado por ter de explicar o ocorrido.
Conforme Costa, a mulher do dono da SIP, empresa que comprava o plástico, havia pedido doações de brinquedos para crianças brasileiras, para distribuição em um evento beneficente. Ele conta que também foram enviadas cerca de cem bolas praticamente novas e de boa qualidade junto com o carregamento.
Costa chegou a ser preso durante a investigação conduzida pela Agência de Meio Ambiente britânica, juntamente com seu filho e outro funcionário da empresa.
— Não fui algemado, mas foi lavrada a prisão, lembra.
GIRO POLICIAL
Dois jovens morrem queimados em acidente na BR-470
Carro das vítimas pegou fogo após bater em outros dois veículos
Dois homens morreram queimados por volta das 20h15min desta segunda-feira, em Blumenau, no Vale do Itajaí. O carro em que a dupla estava — um Fiesta, com placas de Timbó — pegou fogo após uma colisão, na BR-470. Estavam no veículo Marcos Miguel Zimath, 27 anos, e André de Pinho, 25.
As vítimas seguiam no sentido Blumenau-Indaial. Atrás delas, vinha um caminhão. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu quando um Fiat Strada, que seguia na pista contrária, invadiu a contramão, colidindo de frente com o Fiesta.
O caminhão, que seguia atrás, acabou se chocando na parte de trás do Fiesta. O carro foi arrastado por alguns metros antes de pegar fogo.
O motorista do Fiat Strada, João Agostinho de Liz, 45 anos, sofreu lesões leves. O condutor do caminhão saiu ileso. A BR ficou interditada por cerca de uma hora. As filas chegaram a seis quilometros nos dois sentidos da rodovia. |