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26 de Fevereiro de 2010

PREVISÃO DO TEMPO

Que friozinho! É bem possível que quem estiver em algumas localidades de Santa Catarina ouça esta frase durante o fim de semana. Nos próximos dias, a massa de ar mais seco e frio que atua sobre o Estado continua a deixar as temperaturas amenas.

Apesar das temperaturas um pouco mais baixas que o normal para esta época do ano, abaixo dos 10 graus Celsius (ºC) na Serra durante as madrugadas, os termômetros voltam a registrar máximas próximas dos 30ºC nas cidades mais quentes durante a tarde.

Em ambos os dias, o sol aparece entre nuvens e não se descartam pancadas isoladas de chuva.

Segundo Leandro Puchalski, da Central RBS de Meteorologia, no sábado, a nebulosidade é maior no Extremo-Oeste e divisa com o Paraná, onde há mais chances de chover. Já no domingo, a possibilidade de chuva passageira se estende para o restante das regiões.

NOTÍCIAS

Pulseiras do sexo provocam polêmica em escolas de Itajaí


Pais e professores estão apreensivos com proliferação dos adereços entre jovens

Um jovem de 14 anos rompe a pulseira roxa de silicone da colega de classe, da mesma idade, e tenta beijá-la. A professora o repreende, mas eles estão apenas brincando. O fato, ocorrido no Centro Educacional Professor Cacildo Romagnani, maior colégio de Itajaí, deixou pais, professores e administração pública em alerta.

Nesta semana, a prefeitura emitiu nota com o significado das chamadas "pulseiras do sexo". A brincadeira consiste em romper o adereço do outro e, conforme a cor, ganhar de um abraço a uma relação sexual.

— Tomamos um susto. No primeiro dia de aula, os alunos foram aparecendo com essas pulseiras. Imaginávamos que fosse uma moda inofensiva — disse o diretor do colégio, Vilmar Valdir Philipps.

A mania surgiu na Inglaterra e chegou ao Brasil no final de 2009. Agora, com o início do ano letivo, pedagogos e orientadores estão apreensivos com a sua proliferação entre jovens nas escolas. A oferta e o preço acessível, R$ 2 por 10 pulseiras sortidas, atraem os adolescentes.

Em Itajaí, é fácil encontrá-las. Elas estão em praticamente todas as lojas de R$ 1,99 ou nas barraquinhas do camelô, também no Centro. Lá, quase todas ofereciam os adereços.

— Assim que a professora nos comunicou, procuramos ajuda na internet e descobrimos os significados das cores. Depois, demos início a um trabalho de conscientização — explicou a diretora adjunta Izabela Terres Leães.

A reportagem conversou com meninos e meninas que usam as pulseiras. Todos sabem o significado das cores. Mesmo assim, acham o adereço bonito. Alguns confessaram que sofrem assédio fora do colégio.

— Eu não faço aquilo que não quero. Sei de todos os significados. Mas uso porque é moda — disse um aluno de 13 anos.

Conversa franca sobre sexo

Um dos braços de uma aluna de 14 anos está abarrotado de pulseiras coloridas. Amarela, roxa, azul, vermelha e rosa claro. Ela afirma que não dá bola para o que casa pulseira indica. Usa porque gosta do colorido e quer seguir a moda dos jovens da mesma idade que ela. Disse também que nunca praticou qualquer das modalidades sexuais implícitas nas pulseiras.

O importante, na visão do especialista em sexualidade José Claudio Diniz, é orientar os jovens que as pulseiras são apenas uma manifestação das relações de amizade.

— E a questão da sexualidade não deve ser tratada por meio de pulseiras coloridas. Pais e professores não devem associar o sexo a algo ruim. E, sim, explicar que o sexo é algo bom, mas não nessa idade — argumentou Diniz.

Marialva Spengler, professora de Psicologia da Educação da Univali, orienta que os pais boicotem a pulseira caso a brincadeira entre em um contexto malicioso.

— Eu também sou mãe. Hoje (quinta-feira) eu comprei algumas dessas pulseiras e mostrei para o meu filho de 14 anos. Expliquei os significados a ele e nos entendemos. O importante é conversar e proibir em caso de excessos — apontou Marialva.

Os professores do Centro Educacional Professor Cacildo Romagnani levaram a polêmica para sala de aula e discutiram com os alunos os perigos escondidos no colorido das pulseiras.

GIRO POLICIAL

Homem espanca adolescente de 14 anos após briga entre garotas em Palhoça, na Grande Florianópolis


Agressor quis defender a irmã e decidiu bater na outra garota até romper o baço dela

Uma briga entre duas adolescentes, em Palhoça, na Grande Florianópolis, acabou em espancamento. A vítima, de 14 anos, está internada com rompimento de baço no Hospital Joana de Gusmão, na Capital, em estado grave, sem poder se movimentar. A família pede por justiça.

O agressor, de 24 anos, é irmão da outra garota. Ele está escondido por segurança. Sua mãe disse que ele quis defender a irmã, mas concordou que o caso foi longe demais.

Na porta do Hospital Joana de Gusmão, a família da garota de 14 anos reza. O silêncio no ar é marcado até a troca de visitas. De duas em duas, primas, tias, mãe e amigas se revezam para consolar a jovem, que não consegue dormir, por medo.

Entre uma palavra e outra, a adolescente respirava fundo e procurava achar explicação, que não vinha:

— Éramos amigas desde criança. Na terça-feira discutimos por bobagem e uma deu um tapa na cara da outra. Eu achei que a briga tinha acabado. No dia seguinte, quando saí do colégio ao meio-dia, o irmão dela me seguiu de carro. Ela e a mãe estavam dentro. Eu lembro dele vindo em minha direção. Senti o primeiro soco. Me disseram que foram uns três até eu cair. Depois, ele me deu chutes no estômago, mas eu já estava desmaiada. Ele só parou quando um outro homem o chamou de covarde — conta.

Com fortes dores e sem conseguir respirar direito, a menina foi levada ao hospital, onde continua internada em estado grave. Caso se mova, pode haver hemorragia, e uma cirurgia de emergência será feita. E o uniforme do colégio que ainda a veste, será rasgado.

Revoltada, família implora por justiça

Carregando o filho de 11 anos, a mãe da garota, que estava de aniversário no dia da agressão, não entende a brutalidade. O maior medo é que a ameaça do agressor seja cumprida:

— Ele disse que iria matar minha filha se a visse novamente. Imagina, eu acolhi a irmã dele na minha casa por várias vezes. As crianças estão assustadas, minha família está revoltada. Como que eu vou dormir sabendo que minha menina está no hospital e pode parar num caixão, por que um bandido de 24 anos foi defender a irmã? É difícil, mas queremos acreditar na justiça.

Investigação

De acordo com a delegada Gisele Gerônimo, da Delegacia de Palhoça, o caso foi registrado na manhã de quinta-feira e ainda não tem um autor definido. A família acusa o rapaz, mas a autoria será investigada.

Gisele aguarda o laudo da perícia para instaurar um inquérito. Caso o laudo afirme lesão grave, o agressor poderá responder por tentativa de homicídio.

Escola

Da tarde em que houve a agressão até a manhã de quinta-feira, a ausência dos comentários dos alunos sobre a briga manteve a direção da Escola Básica Municipal Ursulina Sena Castro desinformada.

Segundo a diretora geral, Lídia Alda Pereira, foi a família da menina agredida que a procurou na quinta-feira pela manhã para contar o fato. Ela disse que a briga teria acontecido a pelo menos 600 metros do portão da escola.

A escola informou que não irá procurar a polícia ou o Conselho Tutelar até que a adolescente seja ouvida, mas apenas quando ela voltar para a escola. A direção recomendou à família da vítima que procurasse os dois órgãos, já que a briga teria envolvido um adulto.
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