PREVISÃO DO TEMPO
A formação de um ciclone extratropical pode provocar chuva forte nesta segunda-feira em Santa Catarina. Segundo a Central RBS de Meteorologia, as chuvas mais intensas atingem a região Oeste.
Os acumulados superam 60 milímetros no noroeste gaúcho e oeste catarinense. A partir desta tarde a chuva se desloca em direção ao Litoral.
Com a chuva, há risco de alagamentos e ressacas, de acordo com a Epagri/Ciram, órgão que monitora as condições meteorológicas no Estado.
As máximas previstas são de 20 graus Celsius (ºC) no Oeste e Litoral Norte, 19ºC na Grande Florianópolis, 17ºC no Vale do Itajaí e Serra, e 16ºC no Litoral Sul.
NOTÍCIAS
Clínica onde duas mulheres morreram após fazer endoscopia é interditada em Santa Catarina
Médico responsável pelos exames deve prestar novo depoimento esta semana
A clínica onde duas mulheres morreram após fazer uma endoscopia, em Joaçaba, no Meio-Oeste de Santa Catarina, foi interditada na manhã desta segunda-feira pela Vigilância Sanitária Regional. A medida foi tomada três dias após as mortes ocorrerem.
Nesta manhã, dois fiscais da vigilância fizeram uma análise técnica do local. Foram vistoriadas a sala de consulta e de exames. Entre o material recolhido pelos fiscais, está uma maleta de primeiros socorros que continha equipamentos de intubação.
A interdição da Conci Clínica Médica segue uma medida cautelar para evitar que o local siga atendendo pacientes. Nesta tarde, técnicos em farmacologia da Vigilância Sanitária de Florianópolis também visitarão a unidade de saúde.
O gastroenterologista responsável pelos exames, Denis Conci Braga, 31 anos, foi preso em flagrante por homicídio culposo (sem intenção de matar), prestou depoimento, pagou fiança de R$ 2550 e responderá o processo em liberdade. Ele deverá prestar depoimento novamente à polícia nesta semana sobre os procedimentos adotados durante a realização de oito endoscopias.
O advogado do médico, Germano Bess, afirmou, nesta segunda-feira, que acha a interdição da clínica uma atitude prematura. Ele acredita que seria melhor esperar o laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP), que deve ficar pronto em até 30 dias.
O Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (Cremesc) vai instaurar uma sindicância para apurar a responsabilidade do médico no caso.
Vítimas
Conforme o delegado Maurício Pretto, somente a conclusão dos laudos periciais e exames bioquímicos explicará a morte da dona de casa Maria Rosa de Almeida dos Santos, 51 anos, de Joaçaba; e da agricultora de Iomerê, Santa Pagliarini Sipp, 60 anos.
O indício mais forte é que a xilocaína tenha causado as sucessivas convulsões e paradas respiratórias nas vítimas. A hipótese ganha força porque Pretto afirma que houve outros casos, há cerca de sete anos, no Brasil.
No site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) há um registro de 2005 que alerta para o uso da xilocaína. Na época, três pessoas morreram e 12 tiveram reações adversas, em Itagibá, na Bahia, depois da utilização do anestésico para fazer a endoscopia.
Quatro pacientes da Conci Clínica Médica seguem internados em hospitais de Joaçaba e Videira. O caso mais grave é de Iara Penteado, de 15 anos, que está em coma induzido.
GIRO POLICIAL
Preso suspeito de matar família catarinense no Amapá
Polícia, contudo, ainda não desvendou o triplo assassinato
Wellington Luis Raad da Costa, de 19 anos, foi preso na madrugada de sábado, em Macapá, estado do Amapá, pelo triplo assassinato de Caroline Camargo Rocha Passos, 34 anos, Marcelo Konishi, 17, e Vitória Konishi, 11.
A família era natural de Tijucas, a 45 quilômetros de Florianópolis, e morava no Amapá havia pelo menos três anos. Os três foram mortos a facadas na última segunda-feira. Os corpos foram encontrados pela empregada na manhã seguinte ao crime e sepultados em Tijucas quatro dias depois.
Mesmo com a confissão do jovem, a polícia ainda não desvendou o crime. De acordo com o delegado Ernane Soares, chefe do Núcleo de Operações de Inteligência da Polícia Civil do Amapá, a motivação do crime ainda não foi revelada:
— Ele afirmou que chegou com o carro particular na casa de Caroline e lembra das primeiras facadas. Mas não lembra porque matou a família e como saiu da casa. As impressões digitais do jovem foram encontradas na casa e com certeza pelo menos mais uma pessoa participou do crime. Se ele chegou na casa da família com o carro particular e saiu com o carro da vítima, quem dirigiu o outro veículo? Acreditamos que o primeiro autor está com medo de denunciar outras pessoas. Ele afirma, mesmo 24 horas depois da prisão, que está bloqueado quanto ao crime.
De acordo com Ernane, o jovem disse, na delegacia, que se fosse ao local, poderia lembrar do que aconteceu. Mas, ao ser levado na cena do crime no sábado de manhã, o rapaz não lembrou de nada. Welligton está preso preventivamente.
Impressões digitais
O primeiro contato dos investigadores com Wellington aconteceu na quarta-feira, quando ele foi convidado a comparecer na Promotoria de Investigações Cíveis e Criminais. Ele informou que conhecia a família, mas que na noite do crime — 10 de maio — não teria ido à casa das vítimas.
As primeiras provas surgiram com o exame preliminar feito na cena do crime. Impressões digitais na parede, deixadas pela mão suja de sangue, foram a principal prova de que o jovem participou do crime. Quando ele foi indiciado novamente a depor, no sábado, foram encontradas manchas de sangue em roupas do rapaz.
O delegado informou que durante o segundo depoimento, Wellington se demonstrava frio, sem arrependimento:
— Durante o depoimento, ele informou que, no outro dia seguinte do crime estava com um corte na mão, e que não lembrava direito o que teria ocorrido. Ele conhecia todas as vítimas, principalmente o Marcelo, havia pelo menos quatro anos.
De acordo com o jornal Diário do Amapá, o jovem chegou à Promotoria de Justiça acompanhado dos familiares, depois da intimação da polícia. Ele teria contato primeiro aos pais e depois, à polícia. Ele teria dito que esteve na casa das vítimas por volta das 20h, conversando com Marcelo, Caroline e Vitória. Saiu da residência por volta das 20h20min e seguiu para sua casa. Tomou banho e foi para a casa da namorada. Retornou para sua residência por volta da meia-noite. Foi então que o jovem teria ido à casa da família e que alguém o atendeu. Conforme informações da promotoria dada do jornal, deste momento em diante, o jovem disse que não recorda de nada, a não ser o fato de que matou as vítimas.
Na edição online do Diário do Amapá desta segunda-feira, há uma nova informação: o suspeito teria tido um relacionamento íntimo com Marcelo, segundo disse a um policial civil. Como Marcelo preferia a namorada, Haad teria matado a família por vingança. A informação não consta no depoimento. |